8.1.15

Mãe de dois


Mãe de dois. Pequenos.
Atenção, carinho, entrega, mais atenção, energia, energia energia....

Caio nasceu. Veio natural, quase empelicado, com aquele cheiro de vernix como eu gostaria tanto. Veio junto do meu respiro, meu suor, meu cansaço. Minha força se revelou tanta. Quanto poder. Quanto amor. As ondas cessaram com o tato dele no meu colo, entre meus peitos quentes. Ele me olhou calmo, não quis mamar de imediato. Esperamos o cordão parar de pulsar devagar. O pai cortou com dificuldade. Eu sorria cansada, aliviada... e era suturada, pouca coisa.

Quanta re-novidade, mais tranquilidade porém. Menos neura, menos extrema limpeza. Mais tranquilidade dentro de mim. Sem ter ódio de mosquitos, medo do vento ou sol, neura com lenço umedecido ou medo de água nos ouvidos. E quando a gente relaxa, as coisas fluem melhor, mais naturais...

Entretanto não deixa de ter desafios. Grandes desafios. Diários desafios. E a gente pode chegar ao limite fácil... ou dificil, depende do dia.

Eu mãe.

Eu mulher também melhorou. Me empoderei do corpo e alma, tudo por causa do parto natural. Grande resultado. Não esperava. Me sinto mais eu, mais no controle, mais minhas vontades, mais meu prazer, mais minha personalidade, mais eu. Eu mulher mais eu. Sou mais bonita, obrigada. Posso estar descabelada, mas não é qualquer coisa que me abala aqui dentro. Sou tenra, carne firme, bronzeada, cabelos presos para me dar agilidade. A vida é ágil. Danço com a música e ponho a música que quero.

Eu mulher.

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